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domingo, 4 de setembro de 2011

O ambiente terrestre.


  • Tundra: é uma vegetação proveniente do material orgânico que aparece no curto período de desgelo durante a estação "quente" das regiões de clima polar, apresentando assim apenas espécies de que se reproduzem rapidamente e que suportam baixas temperaturas. Essa vegetação é um enorme bioma que ocupa aproximadamente um quinto da superfície terrestre. 
  • Taiga: Também conhecida por floresta de coníferas, ou ainda floresta boreal, é um bioma comumente encontrado no norte do Alasca, Canadá, sul da Groelândia, parte da Noruega, Suécia, Finlândia, Sibéria e Japão. No Canadá, usa-se o termo floresta boreal para designar a parte meridional desse bioma, e o termo taiga é usado para designar as áreas menos arborizadas a sul da linha de vegetação arbórea do Ártico. Em Portugal e no Brasil, o termo taiga é geralmente usado para designar as florestas russas, enquanto que se usa floresta boreal ou floresta de coníferas para as dos restantes países. Nela, os abetos e os pinheiros formam uma densa cobertura, impedindo o solo de receber luz intensa. A vegetação rasteira é pouco representada. O período de crescimento dura em média 8 meses e as chuvas são pouco frequentes. Trata-se da zona mais setentrional em que as árvores e as espécies que delas necessitam podem sobreviver. É uma região biogeográfica subártica setentrional e seca, na qual as formas de vida vegetal principais são larícios, abetos, pinheiros e espruces, que estão adaptadas ao clima frio. Também ocorrem algumas árvores de folha larga, nomeadamente vidoeiros, faias, salgueiros e sorveiras. Os pauis e as plantas a eles associadas também são comuns nesta zona, que ocupa a maior parte do interior do Canadá e do norte da Rússia. 
  • Florestas temperadas: floresta de clima temperado fica localizada nas regiões de clima temperado da Terra: encontra-se em grande parte do oeste da América do Norte, por quase toda a Europa, no oeste da Ásia (Turquia, Geórgia, Azerbaijão e Irã) e leste da Ásia (Coreia, Japão e parte da China), na Austrália, na Nova Zelândia e ao sul do Chile, no Hemisfério Sul. A Floresta Temperada foi bastante devastada pelos seres humanos, sendo substituída, principalmente, pela agricultura. Hoje, essa formação vegetal está restrita a poucos parques e reservas.
  • Florestas tropicais: Este bioma é composto por grande quantidade de espécies vegetais e animais, apesar do solo ser muito pobre; esta pobreza se deve ao fato de haver uma camada de areia facilitando a infiltração rápida da água, mas ocorre a decomposição da matéria orgânica (folhas, fezes e restos de seres vivos) propiciada pela sombra, calor e umidade, formando-se uma camada de cerca de 50 centímetros de húmus. A temperatura média anual é sempre em torno de 20 °C, a pluviosidade anual aproximadamente de 1200 mm, sua localização média é na faixa entre os trópicos, daí a denominação de floresta tropical.
  • Manguezais: Manguezal, também chamado de mangue ou mangal, é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, uma zona úmida característica de regiões tropicais e subtropicais. Associado às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa, está sujeito ao regime das marés, sendo dominado por espécies vegetais típicas, às quais se associam outros componentes vegetais e animais. Ao contrário do que acontece nas praias arenosas e nas dunas, a cobertura vegetal do manguezal instala-se em substratos de vasa de formação recente, de pequena declividade, sob a ação diária das marés de água salgada ou, pelo menos, salobra. 
  • Campos e cerrados: Os campos são encontrados em regiões menos chuvosas do que as regiões de florestas. Essa condição possibilita o desenvolvimento de plantas rasteiras, principalmente gramíneas, como o capim, e de alguns arbustos e árvores. Em regiões tropicais encontramos a savana e o cerrado, que são campos com algumas árvores e arbustos espalhados. Em regiões temperadas há predomínio quase absoluto das gramíneas, como nas estepes, nas pradarias e nos pampas.
  • Desertos: Os desertos estão situados em regiões de clima muito seco, que recebem pouca chuva. Dependendo da região, podem ocorrer algumas variações de temperatura entre as estações do ano ou mesmo ao longo do dia (muito calor de dia e muito frio à noite). São encontrados na África - o deserto do Saara é o maior do mundo -, na Ásia, nos EUA, no México, Chile e Austrália. Muitos deles se formam em virtude da destruição da vegetação causada pela ação humana e, pelo mesmo motivo, continuam a se expandir. Devido à escassez de água, a vegetação é pobre. As poucas plantas que aí existem estão adaptadas ao clima seco. Os cactos, por exemplo, têm tecidos que armazenam água e uma cobertura impermeável mais grossa em volta do caule. Além disso, suas folhas se transformaram em espinhos, o que diminui a evaporação da água.
  • Caatinga: (do tupi: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Este nome decorre da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação durante o período seco: a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados e secos. Do ponto de vista da vegetação, a região da caatinga é classificada como savana estépica. Entretanto, a paisagem é bastante diversa, com regiões distintas, cujas diferenças se devem à pluviometria, fertilidade e tipo de solos e relevo. Uma primeira divisão que pode ser feita é entre o agreste e o sertão. O agreste é uma faixa de transição entre o interior seco e a Mata Atlântica, característica da Zona da Mata. Já o sertão apresenta vegetação mais rústica. Estas regiões são usualmente conhecidas como Seridó, Curimataúcu, Caatinga e Carrasco.
  • Mata dos Cocais: Mata dos cocais está situada entre uma zona de transição dos biomas da Amazônia e da caatinga nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Pará e norte do Tocantins.
    A vegetação da Mata dos Cocais é composta de florestas tropicais e amazoneses secundários, ou, florestas "reconstituidas pós-desmatamento". São muitas características deste bioma como: A maioria das árvores são babaçu, carnaúba, oiticica e buriti; A biodiversidade de espécies de palmeiras, como o  açaí; As folhas das palmeiras são grandes e finas; E nas menores altitudes são ricas em espécies nativas de arbustos.
  • Pantanal: Complexo do Pantanal, ou simplesmente Pantanal, é um bioma constituído principalmente por uma savana estépica, alagada em sua maior parte, com 250 mil km² de extensão, altitude média de 100 metros, situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, ambos Estados do Brasil, além de também englobar o norte do Paraguai e leste da Bolívia (que é chamado de chaco boliviano), considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, localizado na região o Parque Nacional do Pantanal. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira. Além disso, tem poucas montanhas o que facilita o alagamento.



    Fontes: "A VIDA NA TERRA" - Fernando Gewandsznajder & "Entendendo a Natureza - Os Seres Vivos no Ambiente"  - Cézar, Sezar e Bedaque.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Angiospermas: as folhas.

            A folha geralmente tem forma de lâmina e apresenta a cor verde, devido a presença de clorofila.
Funções da folha
                 A folha desempenha basicamente duas funções importantíssimas para a vida das plantas: fotossíntese e transpiração.
                 Para que seja entendido como a folha realiza essas funções, vamos conhecer os estômatos.
                 Os estômatos são estruturas existentes na epiderme das folhas, constituídas de duas células especiais, as células-guardas. Entre essas duas células, existe uma abertura que comunica o interior da folha com o ambiente externo. Essa abertura é chamada ostíolo. Através dos ostíolos, as folhas fazem as trocas gasosas entre a planta e o meio externo.
                 O controle de abertura e fechamento dos ostíolos é feito pelas células-guardas. Quando se enchem de água, elas empurram a parede oposta ao ostíolo para as laterais e abrem o orifício. Quando falta água, elas murcham e fecham o ostíolo.
Fotossíntese
                 A  fotossíntese é uma das funções mais importantes da folha. É por meio dela que a planta produz o alimento de que necessita para se manter viva. Para a ocorrência da fotossíntese, uma planta necessita de gás carbônico, de água e de energia luminosa. Então, acontecem os seguintes eventos. 
·        O vegetal absorve o gás carbônico do ar atmosférico através dos estômatos.
·        A água, que a raiz retira do solo, é conduzida até às folhas.
·        A clorofila, pigmento verde presente nas folhas, absorve a energia da luz solar.
·        Com o auxílio dessa energia, o gás carbônico e a água são transformados em glicose e oxigênio.
·        A glicose é utilizada como “combustível” pelas células fotossintetizantes ou é “exportada” para as demais partes da planta através da seiva orgânica. O oxigênio é liberado para o meio ambiente, contribuindo para a renovação do ar, e pode também ser utilizado na respiração da própria planta.
Transpiração
               Nos dias quentes, principalmente, a maior parte da água absorvida do solo pela planta e que chega até às células da folha se evapora. Então a água, em forma de vapor, é eliminada para a atmosfera. Esse processo denomina-se transpiração e é realizado principalmente pelos estômatos.
               O processo de evaporação da água retira calor da folha. A transpiração, então, “refresca” a folha, contribuindo para manter a temperatura em níveis que permitam a atividade de suas células. Se a temperatura de uma folha ficar muito alta, suas células podem morrer e a fotossíntese logicamente cessa.
               A saída dos vapores de água, da folha para o meio externo, é “facilitada” quando a umidade relativa do ar é baixa. Por isso, a transpiração é geralmente mais intensa nos dias quentes e com baixa umidade do ar.
                Para repor a água evaporada e perdida para o meio ambiente na transpiração, as folhas exercem uma espécie de força de sucção sobre os vasos lenhosos da planta, provocando a subida da seiva bruta.
As folhas respiram?
               A respiração celular é um fenômeno que permite extrair a energia contida em substâncias orgânicas diversas, como a glicose. Na respiração aeróbica, a “queima” da glicose ocorre com a participação do gás oxigênio retirado do ambiente. No final do processo formam-se gás carbônico e água; a energia extraída é utilizada para o desempenho das diversas atividades das células.
               As plantas são seres aeróbicos. Assim, todas as células vivas de uma planta respiram, utilizando gás oxigênio. Logo, as células vivas de uma folha respiram, como respiram também as células vivas da raiz, do caule, etc.
               Acontece que, para as células respirarem, a planta precisa absorver oxigênio do ambiente, ao mesmo tempo que elimina gás carbônico. Essas trocas gasosas entre a planta e o meio ambiente é que ocorrem principalmente nas folhas, através dos estômatos. Mas uma raiz, por exemplo, também realiza essas trocas gasosas necessárias para a respiração. É por isso que um solo fértil precisa conter, entre outras coisas, uma quantidade razoável de ar atmosférico.
Sudação: a eliminação de água em gotas
               A sudação ou gutação é a eliminação de água em forma de gotículas. Essas gotículas de água, que também contêm alguns sais minerais dissolvidos, saem por aberturas especiais que se encontram principalmente nos bordos e nas pontas das folhas.
               A sudação ocorre quando o solo está bem suprido de água. Ao contrário da transpiração, é mais intensa à noite, com grande umidade do ar. Através da sudação, uma planta elimina o excesso de água  e de sais minerais absorvidos do solo. Esse fenômeno representa mais uma função que se pode atribuir às folhas de uma planta.
Partes da folha
               A folha é composta de três partes principais: limbo, pecíolo e bainha.
1) Limbo:
               O limbo é a região mais larga da folha. Nele encontram-se os estômatos e as nervuras, que contêm pequenos vasos por onde correm a seiva bruta e a seiva elaborada.
2) Pecíolo:
               É a haste que sustenta a folha prendendo-a ao caule.
3) Bainha:
               Dilatação do pecíolo, a bainha serve para prender a folha ao caule.
Classificação das folhas
               Uma folha que tenha todas as partes (limbo, pecíolo e bainha) é uma folha completa. Mas nem todas as folhas são assim. Repare as folhas do fumo e as do milho.
Folha séssil e folha invaginante
               Na folha do fumo faltam o pecíolo e a bainha. O limbo prende-se diretamente no caule. Ela é uma folha séssil.
               Na folha do milho falta o pecíolo. A bainha é bem desenvolvida e fica em volta do caule. Neste caso, a folha é invaginante.
Folha reticulinérvea e paralelinérvea
               Nas folhas de dicotiledôneas em geral (feijão, laranjeira, etc.), as nervuras se ramificam no limbo, formando uma rede delas; a folha é, então, chamada de reticulinérvea. Já nas monocotiledôneas (milho, arroz, etc.) é comum as nervuras do limbo se apresentarem paralelas umas às outras; neste caso, a folha é chamada de paralelinérvea.
Modificações da folha
               Algumas plantas apresentam folhas modificadas, isto é, adaptadas para desempenhar funções específicas.
·        Brácteas - São folhas geralmente coloridas e grandes que protegem as flores. A planta denominada três-marias apresenta brácteas que protegem suas pequenas flores. No anúncio e no copo-de-leite existe uma grande bráctea envolvendo o conjunto de flores miúdas.
                     ·        Gavinhas -  São folhas modificadas formando espirais que auxiliam a planta a se prender a um suporte. As gavinhas do chuchu e do maracujazeiro são folhas modificadas.
·        Espinhos foliares - Neste caso, toda a folha ou uma parte dela se transforma em espinhos. Nos cactos, os espinhos são folhas modificadas.
Folhas comestíveis
               Muitas folhas são usadas em nossa alimentação diária. Durante as suas refeições, você deve comer alface, couve, acelga, espinafre ou agrião, por exemplo. Outras folhas, como as da erva-cidreira, do mate, da camomila, do capim-santo e da hortelã, são utilizadas para preparar chás. Para isso, elas podem ser cultivadas em casa ou encontradas embaladas em saquinhos e em caixinhas nos supermercados. Podem ser cozidas inteiras ou trituradas.


Leia mais em: Angiospermas: a raiz e Angiospermas: o caule.

Angiospermas: o caule.

                O caule tem a função de sustentar folhas, flores e frutos, além de conduzir a seiva bruta e a seiva orgânica, ou elaborada.
               A condução das seivas é feita por um sistema de vasos especializados. A seiva bruta é transportada pelos vasos lenhosos. O conjunto formado por esses vasos é chamado de lenho ou xilema. Já a seiva orgânica é conduzida pelos vasos liberianos, cujo conjunto é chamado de líber ou floema. O lenho e o líber existem também no interior de raízes, folhas, flores e frutos.
Partes do caule
               O caule é composto de quatro partes: broto terminalbrotos laterais e entrenó.
        1)      Broto terminal - Situa-se na ponta do caule. Também chamado gema apical, o broto terminal é formado por milhares de células muito delicadas que podem se multiplicar intensamente, promovendo o crescimento do caule em comprimento.
        2)      Brotos laterais - Situados ao longo do caule, esses brotos também são formados pelos mesmos tipos de células do broto terminal. Quando essas células se multiplicam, originam ramos, folhas e flores.
        3)      Nó - É a região onde surgem os brotos laterais e as folhas.
        4)      Entrenó - Região entre dois nós.
Tipos de caule
               Os caules, geralmente, crescem acima da superfície do solo. Mas existem caules que crescem embaixo da terra ou dentro da água. Portanto eles podem ser aéreos, subterrâneos ou aquáticos.
Caules aéreos
               Crescem acima da superfície do solo. Podem ser: eretos, rastejantes ou trepadores.
Caules eretos
               Os caules eretos crescem em posição vertical em relação ao solo. Podem apresentar-se sob quatro formas: tronco, estipe, colmo ou haste.
                Tronco - É um caule resistente e ramificado, típico das plantas arbóreas, como a mangueira, o jacarandá, a seringueira e o eucalipto.
                Estipe - Caule que não apresenta ramificações. As folhas situam-se na extremidade superior. São exemplos de estipe os caules das palmeiras e dos coqueiros.
                Colmo - Caule apresenta nós e entrenós bem visíveis. Pode ser oco, como o bambu, ou cheio, como a cana-de-açúcar.
                Haste - É um tipo de caule frágil, comum nas plantas pequenas, como nas hortaliças salsa, alface, agrião, etc.
Caules rastejantes
               Os caules rastejantes desenvolvem-se horizontalmente em relação ao solo, isto é, estendem-se pelo chão. Exemplos: caules de melancia, abóbora, melão e pepino.
Caules trepadores
             Os caules trepadores crescem apoiando-se num suporte qualquer. Exemplos: caules de parreira, chuchu e maracujazeiro.
Caules subterrâneos
              Crescem embaixo do solo. Podem ser de três tipos: rizomas, tubérculos ou bulbos.
Rizomas
              Prolongam-se horizontalmente sob o solo, embora produzam ramos aéreos. Exemplo: gengibre.
Tubérculos
              Caules curtos e grossos, ricos em substâncias nutritivas. Exemplo: batatinha.
Bulbos
              São geralmente globosos ou em forma de disco. Na parte inferior apresentam raízes e na superior, em algumas plantas, possuem folhas modificadas. Nos bulbos tunicados, como a cebola, as folhas sobrepõem-se umas às outras. Nos bulbos escamosos, como os da açucena, as folhas têm o aspecto de escamas e dispõem-se como as telhas de um telhado.
Caules aquáticos
              Crescem dentro da água. Geralmente são pouco desenvolvidos e tenros. Exemplo: aguapé.
Modificações do caule
               Em  algumas plantas, o caule se modifica, desenvolvendo ramificações especiais. Observe, por exemplo, a parreira. Note que certos raminhos são enrolados em espiral, possibilitando a fixação da planta em um suporte. Essas ramificações modificadas denominam-se gavinhas.
                Outra modificação que alguns caules apresentam são os espinhos ramos curtos, resistentes e pontiagudos, que funcionam como órgãos de defesa da planta. Veja, por exemplo, um tronco de laranjeira. Os espinhos, neste caso, são prolongamentos do caule. As folhas de certas plantas também podem se transformar em espinhos, como você verá no próximo capítulo.
Caules comestíveis
                 Existem caules que reservam substâncias nutritivas. Por isso podem ser utilizados na alimentação das pessoas e dos animais. São bons exemplos a batatinha (ou batata-inglesa) e a cana-de-açúcar.


Leia mais em: Angiospermas: a raiz Angiospermas: as folhas.

Angiospermas: a raiz.

Flor de aguapé.
A raiz: você já deve ter comido uma. Mesmo sem saber que parte da planta estava comendo; A mandioca, a cenoura, a batata doce, a beterraba, o nabo e o rabanete, por exemplo. São raízes comestíveis bastante comuns . Isso porque elas acumulam reservas nutritivas para a planta e assim, acabam servindo de alimento para nós.
Mas essa não é a principal função das raízes. Elas servem para fixar o vegetal no solo e, absorver a água e os minerais que ele necessita.
A água e os sais minerais formam a chamada seiva bruta ou mineral. Essa seiva é levada por um conjunto de tubos ou canais, os vasos lenhosos, que da raiz percorrem o caule e os ramos até chegarem às folhas.
Nas folhas, com a energia da luz e pelo processo de fotossíntese, são produzidos os açúcares, que formam a seiva orgânica ou elaborada. Essa seiva, transportada pelos vasos liberianos, para toda a planta, inclusive a raiz.
Orquídeas.
As raízes em geral, são terrestres e subterrâneas, mas há também raízes aquáticas, como as do aguapé e, as raízes aéreas, como a das orquídeas. O capim, a cana-de-açucar e o milho, entre outros, possuem raízes numerosas e finas, todas do mesmo tamanho, que saem da mesma região do caule. Essas raízes se chamam fasciculadas, ou em cabeleira.
Esse tipo de raiz é pouco profundo, por isso absorve água e sais minerais mais superficiais do solo.
Em outras plantas, como a laranjeira, a mangueira, a goiabeira, o abacateiro, o feijão e o café, existe uma raiz principal, maior que as outras. Esse tipo de raiz recebe o nome de raiz axial ou pivotante.
Uma raiz tem diferentes regiões, veja na figura ao lado.
Na ponta da raiz há a coifa, que tem a forma de um capuz. A coifa protege as células que estão por baixo dela e que se dividem constantemente, originando novas células.
As novas células substituem as células da coifa que se desgastam e morrem à medida que a raiz penetra no solo. Elas contribuem para o crescimento da raiz, mas a maior parte do crescimento desse órgão ocorre pelo prolongamento das células chamada região lisa, ou de crescimento.
Há ainda a região pilífera, na qual crescem pelos finíssimos - os pelos absorventes. Eles aumentam a superfície de contato da raiz com o solo  e, consequentemente, a capacidade de absorção de água e sais minerais. Os pelos absorventes são projeções da epiderme, a camada de células que cobre a superfície da raiz.
A raiz apresenta a região de ramificação, de onde saem as raízes secundárias.

Leia mais em: Angiospermas: o cauleAngiospermas: as folhas.


sábado, 11 de junho de 2011

Por que não sentimos o gosto das coisas quando estamos gripados?

O inverno está chegando, ou já "chegou" em algumas regiões do país, como aqui no Rio Grande do Sul. O problema é que por mais que eu goste do frio, eu sempre fico gripada e tenho certeza de que é assim com algumas pessoas também. 
Quando nós ficamos gripados sentimos calafrios, febre, dores no corpo, tosse, espirros, cefaléia, dor de garganta, irritação nos olhos e principalmente congestão nasal. Tudo isso faz sentido. Mas agora, por que nós não sentimos o gosto das comidas quando o nosso nariz está entupido? 
É simples: Por incrível que pareça, isso não tem nada a ver com a boca, mas com o nariz. Quando estamos gripados, perdemos o olfato. E, se não dá para discernir um perfume caro da fumaça de um pneu queimado, também não dá para sentir gostos. É que 80% daquilo que chamamos de gosto vem do olfato, não do paladar. A confusão acontece porque a gente associa o sabor às papilas gustativas, que ficam na língua. O que elas fazem, na verdade, é só distinguir cinco sabores básicos: o salgado, o doce, o amargo, o azedo e o umami, um gosto descoberto recentemente que corresponde ao sabor dos temperos de glutamato do tipo aji-no-moto. Se a língua percebe só esses cinco sabores, o olfato distingue simplesmente 20 mil odores! Por isso, ele predomina até na hora de sentirmos o gosto de alguma coisa. A própria mastigação deixa esses aromas mais intensos, já que libera o cheiro de várias substâncias químicas dos alimentos. "Essa informação do olfato interage com a do paladar para que o cérebro forme o sabor da comida", diz o otorrinolaringologista Reginaldo Fugita, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Quer testar o predomínio do olfato? Quando estiver gripado, pegue um pedaço de chocolate e um de, digamos, banana. Feche os olhos e morda um dos dois de nariz fechado: dificilmente vai distinguir qual deles está na sua boca! Já se você morder o pedaço de banana mas cheirar o chocolate, vai ter a sensação de que está comendo, de fato, o doce - a não ser que consiga perceber a diferença de textura.


Texto retirado de http://mundoestranho.abril.com.br/

sábado, 4 de junho de 2011

Gimnospermas

"Caroços de laranja, de mamão, de manga, de abacate. Todos esses caroços são geralmente desprezados quando comemos as frutas, são na verdade, sementes que estão dentro de frutos."

As plantas com sementes são divididas em dois grupos, gimnospermas e angiospermas.

  •  Angiospermas: Grupo das plantas com flores. As sementes se encontram dentro de frutos.
  •  Gimnospermas: Não produzem frutos, somente sementes. São plantas que se adaptam mais aos climas frios, ou temperados. 
Entre as gimnospermas nós encontramos as maiores e mais antigas árvores do planeta. As gimnospermas, assim como as pteridófitas, possuem vários condutores de seiva. 
Se examinarmos folhas de um pinheiro maduro veremos uma diferença em relação as pteridófitas. Além de folhas encarregadas de realizar fotossíntese, encontramos os estróbilos, ou cones. Vem daí o nome principal do grupo de gimnospermas: as coníferas. Ao contrário das briófitas e das pteridófitas, os órgãos reprodutores das plantas com semente ficam bem visíveis!

A reprodução das gimnospermas
Nas gimnospermas, o gameta masculino, com o vento, é levado de uma planta para outra, dentro do grão de pólen. A produção dos grãos de pólen foi uma das formas de adaptação dos gimnospermas para a sobrevivência no ambiente terrestre e sua colonização. Sem depender da água, elas colonizaram até os ambientes mais secos e se espalharam pelo planeta. 
Os cones masculinos, ou estróbilos, são levados pelo vento e podem cair sobre um cone feminino. Ao ocorrer isso, o grão de pólen germina e origina um tubo, o tubo polínico. Assim, na medida em que ele cresce, ele leva os dois núcleos espermáticos (gametas masculinos) para dentro da oosfera (gameta feminino).



Apenas um dos núcleos fecunda a oosfera, gerando o zigoto. Que acaba originando um embrião. Após a ocorrência da fecundação e da formação do embrião, o óvulo vira semente. A dispersão das sementes, pode ocorrer pelo vento, no caso do pinheiro comum, ou com ajuda de animais, como acontece com os pinhões do pinheiro-do-paraná. Observe a imagem.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Briófitas e pteridófitas.

Briófitas
    As mais conhecidas são os musgos, que aparecem em locais úmidos e sombreados. Têm, geralmente, menos de 2 cm e formam um certo tipo de tapete verde.
    Os musgos não têm um sistema, chamado de "vasos condutores de seiva". Em outras plantas eles transportam a água e os sais minerais das raízes para o resto da planta.
    Musgos são avasculares - Avascular significa 'sem vasos': a significa 'sem': e 'vasculum': pequeno vaso.
    Suas estruturas corporais são chamadas de:
  • Rizoide
  • Cauloide
  • Filoide 
     Tudo isso tem uma explicação. A ausência desse sistema mostra por que não encontramos plantas altas no meio de musgos: o transporte de substâncias pelo corpo da planta é feito pela célula e por isso é mais lento que em outras plantas terrestres.

A reprodução
    Nos musgos, após a fecundação, forma-se um filamento alongado que tem a extremidade uma cápsula - esporângio. Quando a cápsula abre liberta esporos que ao caírem em solo húmido germinam dando origem a uma estrutura verde - o protonema. A partir do protonema cresce um novo musgo que desenvolve órgãos reprodutores masculino e femininos, onde se formam as células sexuais. A união das células reprodutoras origina o ovo, que origina um esporogónio onde se formam os esporos. (Texto)

Pteridófitas
   Samambaias são exemplos de pteridófitas. As pteridófitas apresentam características que não estão presentes  nos musgos.
   Eles possuem os vasos condutores de seiva, por isso podem atingir tamanhos muito superiores aos musgos. A presença desses vasos, permite chamar de raiz, caule e folha as diferentes partes do corpo dessas plantas. O caule, subterrâneo ou rastejante chama-se rizoma. 
    
A reprodução
    A reprodução da samambaia é muito interessante pois, há uma fase sexuada (esporófito) e uma assexuada (gametófito). Agora vou explicar o desenho começando da samambaia (à esquerda). As folhas da samambaia possuem soros, estes soros liberam os esporos no solo, que gera o prótalo. Aí termina a fase sexuada e começa a fase assexuada. No prótalo é onde se formam os gametas, então ocorre a fecundação que dará origem a um novo esporófito (báculo). (Texto)





    

Algas verdes, pardas e vermelhas.

Como são as algas ?
    A maioria das algas é aquática, mas podem ser encontradas em outros locais, úmidos. As algas não têm raízes, nem caules, nem folhas. Elas são formadas por um talo.
    Entre as algas, temos reprodução tanto sexuada, como assexuada. Em muitas espécies, os dois tipos de reprodução aparecem alternadamente.
    As algas possuem clorofila, portanto fazem fotossíntese e como consequência produzem açucares e eliminam oxigênio no ambiente.
    Muitos tipos de algas são usadas e apreciadas pelo ser humano como alimento, outras originam produtos gelatinosos ou pastosos, que são substâncias da pasta de dentes, do sorvete...

  • Clorofíceas: São as algas onde os pigmentos verdes são mais abundantes do que os outros pigmentos.
  • Feofíceas: Nas feofíceas são encontrados pigmentos marrons, mais do que outro.
  • Rodofíceas: Possuem mais abundância de pigmento vermelho.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mamíferos

    O nome da classe indica uma das características exclusivas do grupo: as fêmeas possuem glândulas mamárias.

Composição do leite, nos mamíferos.

Espécie
Calorias
(kcal)
Proteínas
(g)
Gorduras
(g)
Glicídios
(g)
Mulher
70
1,8
3,5
6,1
Vaca
75
3,2
3,4
4,8
Cabra
84
3,6
4,0
4,3
Baleia
595
2,5
60,0
4,5

Pele
    A pele dos mamíferos é protegida por uma espessa e impermeável camada córnea, que evita uma excessiva perda de água. Isso colaborou, ao longo de sua história evolutiva, para a ocupação do ambiente terrestre, onde há maior risco de sua desidratação.
    Na pele das fêmeas, mais exatamente na região ventral do corpo, há um ou mais pares de glândulas mamárias, que produzem um rico alimento para os filhotes. O leite. Essas glândulas são exclusivas dos mamíferos, e todos eles mamam quando filhotes. Essa é uma das características que os identificam e os diferenciam dos outros animais. Outras glândulas, microscópicas, localizadas na derme, abaixo da epiderme, são as sebáceas, que lubrificam a pele e os pelos, e as sudoríparas, que produzem suor. Ao produzir suor, elas eliminam substâncias tóxicas e diminuem o calor interno, pois, durante a transpiração, a água retira calor do corpo, ao passar para o estado de vapor. Mantendo a temperatura corporal constante, como também acontece nas aves, esses animais podem realizar suas atividades normais, mesmo em ambientes com temperaturas muito váriaveis, suportando frio e calor intensos.
    Os pelos, estruturas exclusivas dos mamíferos, são importantes para diminuir a perda de calor corporal, pois retêm entre si uma camada de ar que funciona como isolante térmico.

A digestão
    Da mesma forma que a das aves, a dieta dos mamíferos é muito diversificada. Há os exclusivamente herbívoros ou carnívoros e também os onívoros. Os órgãos que participam da digestão do alimento encontram-se interligados, formando o sistema digestório, especializado em executar a função da digestão e absorção dos nutrientes.

A respiração
    Todos os mamíferos, inclusive os aquáticos, têm respiração pulmonar. Em todos eles, os pulmões ficam na caixa torácica, separada da cavidade abdominal por um músculo membranoso, o diafragma.
    É nos milhões de microscópicas câmaras, os alvéolos, que acontece a troca do oxigênio do ar inspirado pelo gás carbônico, trazido pelo sangue para ser eliminado do organismo.

A reprodução
    Nos mamíferos, a fecundação é interna, pois ocorre no interior do corpo da fêmea, e o filhote se desenvolve totalmente dentro do útero, nutrido pela placenta e protegido pelo âmnio. Isso vale para os placentários, que são portanto vivíparos. Apenas um grupo de mamíiferos, os monotremados, há animais ovíparos, cujo desenvolvimento embrionário acontece dentro de um ovo, como o das aves; É o caso do ornitorrinco.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aves

Penas
     Se observarmos com atenção o corpo de uma ave, veremos que as penas variam muito em cor, tamanho e até forma, dependendo da sua localização. Em geral, podemos ver que as menores penas são as das asas e da causa; outras, pequenas, cobrem todo o corpo, e ainda há penugem, em filhotes, menores ainda, mais delicadas. As penas de cobertura são muito importante nas aves, animais endotérmicos, com a capacidade de manter constante uma alta temperatura interna, por volta de 40 ºC -41 ºC. Podemos entender outra função dessas penas ao verificar que as aves, em seus ambientes, geralmente não são bem percebida devido às suas cores.

O voo das aves
     A construção o corpo das aves está diretamente relacionada à sua capacidade especial de locomoção: o voo. Justando uma forte musculatura para a impulsão com a resistência e a leveza do esqueleto, as aves conseguiram uma excepcional eficiência no voo. Para tanto, são ainda fundamentais a forma alongada do corpo, a boa mobilidade das asas, a estrutura e a distribuição das penas;
    Os pulmões estão ligados a pares de grandes sacos aéreos, que ocupam grande espaço da cavidade corporal, armazenando ar, o que também determina a maior leveza do animal.

A pele
    A pele das aves é muito semelhante a dos répteis, pois é seca. Em muitas aves, algumas partes do corpo ficam sem proteção das penas e apresentam cores especiais. Nas pernas e nos dedos há uma cobertura de escamas córneas. Formações córneas são também as garras e os bicos, que recobrem o maxilar e a mandíbula.

O esqueleto
    O esqueleto das aves é mais leve em comparação ao dos demais vertebrados, pois esses animais têm alguns ocos, cheios de ar, chamados ossos pneumáticos.
    Em muitas aves, o esterno, o grande osso da região peitoral, tem forma de uma quilha de barco, chamada carena. Aí se fixam os músculos peitorais, responsáveis pelas fortes contrações que dão a impulsão ao animal durante o voo.

A reprodução
    Na época da reprodução, as aves marcam territórios, constroem ninhos, fazem a corte com curiosas danças, rituis com a exibição das penas, enfim, comportam-se de especial. Também cantam pela vibração de um complexo órgão, a siringe, localizada no ponto em que a traqueia se bifurca em dois brônquios.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Répteis


    A pele dos répteis é grossa, seca, sem glândulas mucosas e impermeável, pois tem uma camada de células ricas em queratina. Isso garante uma boa proteção contra a perda de água.
    Todos eles têm respiração pulmonar, o que acontece mesmo nas espécies aquáticas, como as tartarugas, que por isso, de tempos em tempos precisam vir à superfície para poder respirar. Pulmões são órgãos típicos de animais terrestres, especializados na troca de gases respiratórios (oxigênio e gás carbônico) com o ar atmosférico.
    Os répteis são, na maioria, ovíparos. Seus ovos apresentam uma casca bem resistente, que pode estar calcificada e que mantém certa porosidade. Esses ovos têm uma grande quantidade de reservas alimentares, que garantem a nutrição do embrião. Além disso, o embrião fica bem protegido no ovo, mergulhando no líquido de uma bolsa, chamada âmnio. Esses ovos são geralmente enterrados pela fêmea e os filhotes, ao romperem suas cascas, já nascem com o aspecto adulto.

Os grupos dos répteis
Os répteis atuais são classificados em cinco grupos:
  • Crocodilianos: jacarés, o crocodilo e o gavial.
  • Quelônios: tartarugas, cágados e jabutis.
  • Lacertílios: todas as espécies de lagarto.
  • Ofídeios: são todas as cobras.
    • Rinocéfalos: apenas duas espécies o Sphenodon punctatus e o Sphenodon guentheri (tuatara).


              

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Anfíbios

    O nome anfíbios refere-se ao ciclo de vida desses animais em dois ambientes, o aquático e o terrestre. Cerca de 350 milhões de anos atrás surgiram os primeiros anfíbios. Muito provavelmente pela evolução de um grupo de peixes com nadadeiras, de um tipo especial.
    Ao lado dessa característica surgiram outras, como os pulmões, que permitem a absorção do oxigênio existente no ar. A pele já tem uma fina película que protege o animal contra uma excessiva perda de água. No entanto, ela é bem pereável, permitindo a troca de gases respiratórios, pela respiração cutânea, que é respiração pela pele.
    Os anfíbios mantém uma dependência do meio aquático para sua reprodução, porque lá ocorrem a postura dos ovos, a fecundação e a criação das larvas.
    
O sapo
    O veneno do sapo, branco e viscoso, provoca forte irritação em tecidos vivos. Ao ser apanhado e abocanhado por uma cobra, o sapo poderá ser uma refeição rejeitada. Pois no momento em que isso acontece a cobra pressiona as glândulas que eliminam veneno.
    Esse veneno, em contato com a pele humana é completamente inócuo, pois temos uma camada protetora pouco permeável, formada por células mortas.
    O sapo é um animal robusto, com cabeça, tronco e quatro pernas, sem cauda. Na cabeça, há dois grandes olhos com pálpebras protetoras e, logo atrás duas membranas circulares, os tímpanos.
    A pele desses animais é úmida, apresentando muitas glândulas mucosas. Em toda a superfície do corpo há troca de gases respiratórios,através da fina película da epiderme. Essa é a chamada respiração cutânea

Reprodução dos sapos
    No gênero Bufo, que apresenta várias espécies de sapos comuns no Brasil, há dimorfismo sexual. Os machos são menores, de um amarelo-esverdeado uniforme em todo o corpo, e coaxam para atrair as fêmeas. Estas, por sua vez, são grandes, possuem largas manchas pretas irregulares pelo corpo e não coaxam.
    No acasalamento, que ocorre na água, a fêmea expele pela cloaca um longo cordão gelatinoso e transparente, com milhares de óvulos pequenos e escuros com invólucro gelatinoso, enquanto o macho lança sobre eles o líquido seminal, contendo os espermatozoides. Assim, a fecundação acontece no meio aquático.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Peixes

     A maioria dos peixes têm o esqueleto formado por ossos, pertence então a classe dos osteíctes.
Existem outros tipos de peixes, que têm esqueleto cartilaginoso. Esses peixes pertencem a classe dos condrictes.
     O corpo dos peixes representa uma forma hidrodinâmica, que é uma das adaptações do animal à vida aquática.
     Eles também têm as nadadeiras, que por sua vez, dão força de impulsão, o direcionamento e a estabilização do corpo no deslocamento.
     Ao longo dos dois lados do corpo existe um importante órgão sensorial, a linha lateral, que externamente se assemelha  uma série de pequenos poros, destacados pela cor, que vão desde a região das brânquias até a cauda. Essa linha detecta a direção e velocidade das correntes aquáticas, a pressão e até ondas sonoras que se propagam no meio desse líquido.
    As brânquias absorvem o oxigênio desenvolvido na água. Elas têm muitas lâminas bem finas, ricas em capilares sanguíneos. As brânquias dos peixes ósseos são protegidas sob placas chamadas opérculos. Quando a água atravessa os espaços entre as lâminas branquiais, o oxigênio passa para o sangue. Ao sair, essa água leva o gás carbônico.
    Nos peixes de esqueleto ósseo, que são maioria, há um órgão especial: a bexiga natatória. Esse órgão é uma espécie de bolsa que armazena ar, podendo variar em volume. Assim, ela permite ao peixe regular sua flutuabilidade em diferentes profundidades, de modo que eles não percam muita energia para se manter na mesma posição vertical.

Temperatura corporal


   Um importante aspecto da fisiologia dos animais é a temperatura corporal interna,  que deve se manter dentro de certos limites, possibilitando suas atividades vitais.

  • Pecilotérmicos:  A temperatura varia, acompanhando, mais ou menos, a temperatura do ambiente. Ou seja, quando está quente a temperatura sobe, quando esfria diminui.
  • Hemeotérmicos: A temperatura se mantém, independendo da temperatura ambiente. (aves, mamíferos).
Reprodução

    Os peixes são, na maioria, ovíparos com fecundação externa: os machos lançam o líquido seminal sobre a desova das fêmeas, no meio aquático. Depois, com um rápido desenvolvimento, passam a formas juvenis ou larvas. Há também peixes vivíparos, que possuem órgãos copuladores, fazendo então uma fecundação interna. Nesse caso entram os tubarões e pequenos Lebistes.
    É comum os peixes, sejam machos ou fêmeas, se encarreguem de proteger seus ovos de predadores. O macho do cavalo-marinho abriga esses ovos numa bolsa ventral; os machos das tilápias guardam ovos na cavidade bucal; outros constroem ninhos entre vegetais e cascalho, no fundo dos rios.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Insetos

Principais características:
O corpo dos insetos é dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome. Na cabeça estão as antenas, que capta cheiros; os ocelos - olhos simples; que veem a presença de luz e objetos; olhos compostos - formado por várias uniões dotadas de lentes.
Ao redor da boca estão as peças bucais, que ajudam na alimentação do animal, mas variam muito entre os insetos; existem as peças bucais que cortam e mastigam, as que sugam, picam e sugam, lambem, etc.
No tórax temos três pares de pernas e dois pares de asas. Porém alguns, poucos, não possuem asas, é o caso da pulga e da traça-do-livro. Alguns também como as formigas e os cupins apresentam só na época de reprodução.

Miriápodes - Diplópodes e quilópodes.

Esses animais têm o seu corpo dividido em cabeça e tronco. Na cabeça apresentam olhos simples e antenas. As lacraias ou centopéias tem forcípulas, garras ou ferrões, com as quais injetam peçonha. No ser humano, a picada causa dor, somente.

  • Os quilópodes (lacraias) possuem entre 50 e 170 pares de pernas. Uma perna por segmento;
  • Os diplópodes (embuás) possuem dois pares de perna por segmento. Podem chegar a ter 180 pares.

Aracnídeos

Principais características: 
As aranhas e os escorpiões são aracnídeos, que de fato, causam medo. Nessa classe também estão presentes os carrapatos e pequenos ácaros. O corpo desses animais se divide em cefalotórax e abdome. Eles não tem antenas, têm um par de quelíceras, que agaram presas. Em algumas espécies, nas quelíceras, os animais injetam peçonha, menos nos escorpiões, onde é injetada pelo aguilhão.
Os aracnídeos têm também pedipalpos, ou palpos, que podem ter várias funções, depende da espécie. Eles respiram por traqueias ou pulmões primitivos. Os seus olhos são simples. Os sexos são separados e o desenvolvimento é direto.
Os aracnídeos não têm mandíbulas, eles cortam a presa em pedaços, com suas quelíceras, em seguida, jogam enzimas digestivas sobre os pedaços e sugam o material pra dentro do tubo digestório.

Crustáceos

O nome do filo significa "crosta" e se refere a quitina calcificada de seu exoesqueleto.
Os crustáceos são adaptados à vida aquática. Alguns são fixos e obtêm alimento filtrando a água do mar.
Existem muitas espécies de crustáceos, alguns microscópicos, chamados de microcrustáceos, alimentam-se de algas simples, porém servem de alimento para crustáceos maiores.

A reprodução dos crustáceos:
     Nos mais complexos, lagostas, caranguejos, as fêmeas acumulam seus ovos presos no abdome. Dos ovos, nascem larvas de vida livre, que passam para o plâncton, sofrem uma metamorfose e crescem por mudas até a fase adulta. Nos crustáceos do gênero Cyclops, mais comuns em água doce, as fêmeas tem duas bolsas laterais fixas onde armazenam os filhotes, que ali se desenvolvem.

Os artrópodes

Os artrópodes surgiram há mais de 400 milhões de anos. Ou seja, antecederam os dinossauros, conviveram com eles milhões de anos e sobreviveram depois da extinção desses répteis.

Eles são 70% do número total de animais, portanto mais de 800 mil espécies. Eles também se destacam com suas incríveis funções: capacidade reprodutora, a resistência a substâncias tóxicas produzidas por nós, humanos, a organização social, a adaptação em diferentes ambientes, etc.



O que são os artrópodes?
O nome do filo origina-se do grego: artro = articulação; podos = pés. 
O esqueleto dos artrópodes é chamado de exoesqueleto. Por quê? Porque ele é externo, formado por uma substância resistente e impermeável: a quitina. No esqueleto dos crustáceos, ele é bem reforçado, com impregnação de carbonato de cálcio, com o aspecto de uma espessa carapaça.
Veja cada classe::

Equinodermos

A simetria radial é uma característica desse filo. O animal não tem cabeça, cauda, nem lado direito ou esquerdo. Portanto pode se movimentar com qualquer um de seus braços. Eles têm um rígido e resistente esqueleto de calcário, coberto com espinhos, geralmente. (echinos = espinho; derma = pele).

Sistema ambulacral

Essa locomoção é única e somente desse filo. 
A locomoção é feita por centenas de pequenos pés, em movimento coordenaso, na região ventral do corpo. Esse sistema é formado por tubinhos, pés e ampolas. 

Os grupos de equinodermos.
Asteroides: Estrelas do mar, com cinco ou mais braços.
Equinoides: São os ouriços, eles podem ter forma quase esférica ou achatada.
Holoturoides: São os pepinos-do-mar. De corpo cilindrico, alongado. Eles são lentos e normalmente ficam enterrados na areia ou rastejando em rochas.
Crinoides: São os lírios-do-mar. Normalmente fixos com braços dotados de ramificações.
Ofiuroides: São os ofíuros. Que têm cinco pequenos braços, finos, que partem de um disco central. Esses braços têm movimentos rápidos.