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sábado, 11 de junho de 2011

Por que não sentimos o gosto das coisas quando estamos gripados?

O inverno está chegando, ou já "chegou" em algumas regiões do país, como aqui no Rio Grande do Sul. O problema é que por mais que eu goste do frio, eu sempre fico gripada e tenho certeza de que é assim com algumas pessoas também. 
Quando nós ficamos gripados sentimos calafrios, febre, dores no corpo, tosse, espirros, cefaléia, dor de garganta, irritação nos olhos e principalmente congestão nasal. Tudo isso faz sentido. Mas agora, por que nós não sentimos o gosto das comidas quando o nosso nariz está entupido? 
É simples: Por incrível que pareça, isso não tem nada a ver com a boca, mas com o nariz. Quando estamos gripados, perdemos o olfato. E, se não dá para discernir um perfume caro da fumaça de um pneu queimado, também não dá para sentir gostos. É que 80% daquilo que chamamos de gosto vem do olfato, não do paladar. A confusão acontece porque a gente associa o sabor às papilas gustativas, que ficam na língua. O que elas fazem, na verdade, é só distinguir cinco sabores básicos: o salgado, o doce, o amargo, o azedo e o umami, um gosto descoberto recentemente que corresponde ao sabor dos temperos de glutamato do tipo aji-no-moto. Se a língua percebe só esses cinco sabores, o olfato distingue simplesmente 20 mil odores! Por isso, ele predomina até na hora de sentirmos o gosto de alguma coisa. A própria mastigação deixa esses aromas mais intensos, já que libera o cheiro de várias substâncias químicas dos alimentos. "Essa informação do olfato interage com a do paladar para que o cérebro forme o sabor da comida", diz o otorrinolaringologista Reginaldo Fugita, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Quer testar o predomínio do olfato? Quando estiver gripado, pegue um pedaço de chocolate e um de, digamos, banana. Feche os olhos e morda um dos dois de nariz fechado: dificilmente vai distinguir qual deles está na sua boca! Já se você morder o pedaço de banana mas cheirar o chocolate, vai ter a sensação de que está comendo, de fato, o doce - a não ser que consiga perceber a diferença de textura.


Texto retirado de http://mundoestranho.abril.com.br/

sábado, 4 de junho de 2011

Gimnospermas

"Caroços de laranja, de mamão, de manga, de abacate. Todos esses caroços são geralmente desprezados quando comemos as frutas, são na verdade, sementes que estão dentro de frutos."

As plantas com sementes são divididas em dois grupos, gimnospermas e angiospermas.

  •  Angiospermas: Grupo das plantas com flores. As sementes se encontram dentro de frutos.
  •  Gimnospermas: Não produzem frutos, somente sementes. São plantas que se adaptam mais aos climas frios, ou temperados. 
Entre as gimnospermas nós encontramos as maiores e mais antigas árvores do planeta. As gimnospermas, assim como as pteridófitas, possuem vários condutores de seiva. 
Se examinarmos folhas de um pinheiro maduro veremos uma diferença em relação as pteridófitas. Além de folhas encarregadas de realizar fotossíntese, encontramos os estróbilos, ou cones. Vem daí o nome principal do grupo de gimnospermas: as coníferas. Ao contrário das briófitas e das pteridófitas, os órgãos reprodutores das plantas com semente ficam bem visíveis!

A reprodução das gimnospermas
Nas gimnospermas, o gameta masculino, com o vento, é levado de uma planta para outra, dentro do grão de pólen. A produção dos grãos de pólen foi uma das formas de adaptação dos gimnospermas para a sobrevivência no ambiente terrestre e sua colonização. Sem depender da água, elas colonizaram até os ambientes mais secos e se espalharam pelo planeta. 
Os cones masculinos, ou estróbilos, são levados pelo vento e podem cair sobre um cone feminino. Ao ocorrer isso, o grão de pólen germina e origina um tubo, o tubo polínico. Assim, na medida em que ele cresce, ele leva os dois núcleos espermáticos (gametas masculinos) para dentro da oosfera (gameta feminino).



Apenas um dos núcleos fecunda a oosfera, gerando o zigoto. Que acaba originando um embrião. Após a ocorrência da fecundação e da formação do embrião, o óvulo vira semente. A dispersão das sementes, pode ocorrer pelo vento, no caso do pinheiro comum, ou com ajuda de animais, como acontece com os pinhões do pinheiro-do-paraná. Observe a imagem.