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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Angiospermas: as folhas.

            A folha geralmente tem forma de lâmina e apresenta a cor verde, devido a presença de clorofila.
Funções da folha
                 A folha desempenha basicamente duas funções importantíssimas para a vida das plantas: fotossíntese e transpiração.
                 Para que seja entendido como a folha realiza essas funções, vamos conhecer os estômatos.
                 Os estômatos são estruturas existentes na epiderme das folhas, constituídas de duas células especiais, as células-guardas. Entre essas duas células, existe uma abertura que comunica o interior da folha com o ambiente externo. Essa abertura é chamada ostíolo. Através dos ostíolos, as folhas fazem as trocas gasosas entre a planta e o meio externo.
                 O controle de abertura e fechamento dos ostíolos é feito pelas células-guardas. Quando se enchem de água, elas empurram a parede oposta ao ostíolo para as laterais e abrem o orifício. Quando falta água, elas murcham e fecham o ostíolo.
Fotossíntese
                 A  fotossíntese é uma das funções mais importantes da folha. É por meio dela que a planta produz o alimento de que necessita para se manter viva. Para a ocorrência da fotossíntese, uma planta necessita de gás carbônico, de água e de energia luminosa. Então, acontecem os seguintes eventos. 
·        O vegetal absorve o gás carbônico do ar atmosférico através dos estômatos.
·        A água, que a raiz retira do solo, é conduzida até às folhas.
·        A clorofila, pigmento verde presente nas folhas, absorve a energia da luz solar.
·        Com o auxílio dessa energia, o gás carbônico e a água são transformados em glicose e oxigênio.
·        A glicose é utilizada como “combustível” pelas células fotossintetizantes ou é “exportada” para as demais partes da planta através da seiva orgânica. O oxigênio é liberado para o meio ambiente, contribuindo para a renovação do ar, e pode também ser utilizado na respiração da própria planta.
Transpiração
               Nos dias quentes, principalmente, a maior parte da água absorvida do solo pela planta e que chega até às células da folha se evapora. Então a água, em forma de vapor, é eliminada para a atmosfera. Esse processo denomina-se transpiração e é realizado principalmente pelos estômatos.
               O processo de evaporação da água retira calor da folha. A transpiração, então, “refresca” a folha, contribuindo para manter a temperatura em níveis que permitam a atividade de suas células. Se a temperatura de uma folha ficar muito alta, suas células podem morrer e a fotossíntese logicamente cessa.
               A saída dos vapores de água, da folha para o meio externo, é “facilitada” quando a umidade relativa do ar é baixa. Por isso, a transpiração é geralmente mais intensa nos dias quentes e com baixa umidade do ar.
                Para repor a água evaporada e perdida para o meio ambiente na transpiração, as folhas exercem uma espécie de força de sucção sobre os vasos lenhosos da planta, provocando a subida da seiva bruta.
As folhas respiram?
               A respiração celular é um fenômeno que permite extrair a energia contida em substâncias orgânicas diversas, como a glicose. Na respiração aeróbica, a “queima” da glicose ocorre com a participação do gás oxigênio retirado do ambiente. No final do processo formam-se gás carbônico e água; a energia extraída é utilizada para o desempenho das diversas atividades das células.
               As plantas são seres aeróbicos. Assim, todas as células vivas de uma planta respiram, utilizando gás oxigênio. Logo, as células vivas de uma folha respiram, como respiram também as células vivas da raiz, do caule, etc.
               Acontece que, para as células respirarem, a planta precisa absorver oxigênio do ambiente, ao mesmo tempo que elimina gás carbônico. Essas trocas gasosas entre a planta e o meio ambiente é que ocorrem principalmente nas folhas, através dos estômatos. Mas uma raiz, por exemplo, também realiza essas trocas gasosas necessárias para a respiração. É por isso que um solo fértil precisa conter, entre outras coisas, uma quantidade razoável de ar atmosférico.
Sudação: a eliminação de água em gotas
               A sudação ou gutação é a eliminação de água em forma de gotículas. Essas gotículas de água, que também contêm alguns sais minerais dissolvidos, saem por aberturas especiais que se encontram principalmente nos bordos e nas pontas das folhas.
               A sudação ocorre quando o solo está bem suprido de água. Ao contrário da transpiração, é mais intensa à noite, com grande umidade do ar. Através da sudação, uma planta elimina o excesso de água  e de sais minerais absorvidos do solo. Esse fenômeno representa mais uma função que se pode atribuir às folhas de uma planta.
Partes da folha
               A folha é composta de três partes principais: limbo, pecíolo e bainha.
1) Limbo:
               O limbo é a região mais larga da folha. Nele encontram-se os estômatos e as nervuras, que contêm pequenos vasos por onde correm a seiva bruta e a seiva elaborada.
2) Pecíolo:
               É a haste que sustenta a folha prendendo-a ao caule.
3) Bainha:
               Dilatação do pecíolo, a bainha serve para prender a folha ao caule.
Classificação das folhas
               Uma folha que tenha todas as partes (limbo, pecíolo e bainha) é uma folha completa. Mas nem todas as folhas são assim. Repare as folhas do fumo e as do milho.
Folha séssil e folha invaginante
               Na folha do fumo faltam o pecíolo e a bainha. O limbo prende-se diretamente no caule. Ela é uma folha séssil.
               Na folha do milho falta o pecíolo. A bainha é bem desenvolvida e fica em volta do caule. Neste caso, a folha é invaginante.
Folha reticulinérvea e paralelinérvea
               Nas folhas de dicotiledôneas em geral (feijão, laranjeira, etc.), as nervuras se ramificam no limbo, formando uma rede delas; a folha é, então, chamada de reticulinérvea. Já nas monocotiledôneas (milho, arroz, etc.) é comum as nervuras do limbo se apresentarem paralelas umas às outras; neste caso, a folha é chamada de paralelinérvea.
Modificações da folha
               Algumas plantas apresentam folhas modificadas, isto é, adaptadas para desempenhar funções específicas.
·        Brácteas - São folhas geralmente coloridas e grandes que protegem as flores. A planta denominada três-marias apresenta brácteas que protegem suas pequenas flores. No anúncio e no copo-de-leite existe uma grande bráctea envolvendo o conjunto de flores miúdas.
                     ·        Gavinhas -  São folhas modificadas formando espirais que auxiliam a planta a se prender a um suporte. As gavinhas do chuchu e do maracujazeiro são folhas modificadas.
·        Espinhos foliares - Neste caso, toda a folha ou uma parte dela se transforma em espinhos. Nos cactos, os espinhos são folhas modificadas.
Folhas comestíveis
               Muitas folhas são usadas em nossa alimentação diária. Durante as suas refeições, você deve comer alface, couve, acelga, espinafre ou agrião, por exemplo. Outras folhas, como as da erva-cidreira, do mate, da camomila, do capim-santo e da hortelã, são utilizadas para preparar chás. Para isso, elas podem ser cultivadas em casa ou encontradas embaladas em saquinhos e em caixinhas nos supermercados. Podem ser cozidas inteiras ou trituradas.


Leia mais em: Angiospermas: a raiz e Angiospermas: o caule.

Angiospermas: o caule.

                O caule tem a função de sustentar folhas, flores e frutos, além de conduzir a seiva bruta e a seiva orgânica, ou elaborada.
               A condução das seivas é feita por um sistema de vasos especializados. A seiva bruta é transportada pelos vasos lenhosos. O conjunto formado por esses vasos é chamado de lenho ou xilema. Já a seiva orgânica é conduzida pelos vasos liberianos, cujo conjunto é chamado de líber ou floema. O lenho e o líber existem também no interior de raízes, folhas, flores e frutos.
Partes do caule
               O caule é composto de quatro partes: broto terminalbrotos laterais e entrenó.
        1)      Broto terminal - Situa-se na ponta do caule. Também chamado gema apical, o broto terminal é formado por milhares de células muito delicadas que podem se multiplicar intensamente, promovendo o crescimento do caule em comprimento.
        2)      Brotos laterais - Situados ao longo do caule, esses brotos também são formados pelos mesmos tipos de células do broto terminal. Quando essas células se multiplicam, originam ramos, folhas e flores.
        3)      Nó - É a região onde surgem os brotos laterais e as folhas.
        4)      Entrenó - Região entre dois nós.
Tipos de caule
               Os caules, geralmente, crescem acima da superfície do solo. Mas existem caules que crescem embaixo da terra ou dentro da água. Portanto eles podem ser aéreos, subterrâneos ou aquáticos.
Caules aéreos
               Crescem acima da superfície do solo. Podem ser: eretos, rastejantes ou trepadores.
Caules eretos
               Os caules eretos crescem em posição vertical em relação ao solo. Podem apresentar-se sob quatro formas: tronco, estipe, colmo ou haste.
                Tronco - É um caule resistente e ramificado, típico das plantas arbóreas, como a mangueira, o jacarandá, a seringueira e o eucalipto.
                Estipe - Caule que não apresenta ramificações. As folhas situam-se na extremidade superior. São exemplos de estipe os caules das palmeiras e dos coqueiros.
                Colmo - Caule apresenta nós e entrenós bem visíveis. Pode ser oco, como o bambu, ou cheio, como a cana-de-açúcar.
                Haste - É um tipo de caule frágil, comum nas plantas pequenas, como nas hortaliças salsa, alface, agrião, etc.
Caules rastejantes
               Os caules rastejantes desenvolvem-se horizontalmente em relação ao solo, isto é, estendem-se pelo chão. Exemplos: caules de melancia, abóbora, melão e pepino.
Caules trepadores
             Os caules trepadores crescem apoiando-se num suporte qualquer. Exemplos: caules de parreira, chuchu e maracujazeiro.
Caules subterrâneos
              Crescem embaixo do solo. Podem ser de três tipos: rizomas, tubérculos ou bulbos.
Rizomas
              Prolongam-se horizontalmente sob o solo, embora produzam ramos aéreos. Exemplo: gengibre.
Tubérculos
              Caules curtos e grossos, ricos em substâncias nutritivas. Exemplo: batatinha.
Bulbos
              São geralmente globosos ou em forma de disco. Na parte inferior apresentam raízes e na superior, em algumas plantas, possuem folhas modificadas. Nos bulbos tunicados, como a cebola, as folhas sobrepõem-se umas às outras. Nos bulbos escamosos, como os da açucena, as folhas têm o aspecto de escamas e dispõem-se como as telhas de um telhado.
Caules aquáticos
              Crescem dentro da água. Geralmente são pouco desenvolvidos e tenros. Exemplo: aguapé.
Modificações do caule
               Em  algumas plantas, o caule se modifica, desenvolvendo ramificações especiais. Observe, por exemplo, a parreira. Note que certos raminhos são enrolados em espiral, possibilitando a fixação da planta em um suporte. Essas ramificações modificadas denominam-se gavinhas.
                Outra modificação que alguns caules apresentam são os espinhos ramos curtos, resistentes e pontiagudos, que funcionam como órgãos de defesa da planta. Veja, por exemplo, um tronco de laranjeira. Os espinhos, neste caso, são prolongamentos do caule. As folhas de certas plantas também podem se transformar em espinhos, como você verá no próximo capítulo.
Caules comestíveis
                 Existem caules que reservam substâncias nutritivas. Por isso podem ser utilizados na alimentação das pessoas e dos animais. São bons exemplos a batatinha (ou batata-inglesa) e a cana-de-açúcar.


Leia mais em: Angiospermas: a raiz Angiospermas: as folhas.

Angiospermas: a raiz.

Flor de aguapé.
A raiz: você já deve ter comido uma. Mesmo sem saber que parte da planta estava comendo; A mandioca, a cenoura, a batata doce, a beterraba, o nabo e o rabanete, por exemplo. São raízes comestíveis bastante comuns . Isso porque elas acumulam reservas nutritivas para a planta e assim, acabam servindo de alimento para nós.
Mas essa não é a principal função das raízes. Elas servem para fixar o vegetal no solo e, absorver a água e os minerais que ele necessita.
A água e os sais minerais formam a chamada seiva bruta ou mineral. Essa seiva é levada por um conjunto de tubos ou canais, os vasos lenhosos, que da raiz percorrem o caule e os ramos até chegarem às folhas.
Nas folhas, com a energia da luz e pelo processo de fotossíntese, são produzidos os açúcares, que formam a seiva orgânica ou elaborada. Essa seiva, transportada pelos vasos liberianos, para toda a planta, inclusive a raiz.
Orquídeas.
As raízes em geral, são terrestres e subterrâneas, mas há também raízes aquáticas, como as do aguapé e, as raízes aéreas, como a das orquídeas. O capim, a cana-de-açucar e o milho, entre outros, possuem raízes numerosas e finas, todas do mesmo tamanho, que saem da mesma região do caule. Essas raízes se chamam fasciculadas, ou em cabeleira.
Esse tipo de raiz é pouco profundo, por isso absorve água e sais minerais mais superficiais do solo.
Em outras plantas, como a laranjeira, a mangueira, a goiabeira, o abacateiro, o feijão e o café, existe uma raiz principal, maior que as outras. Esse tipo de raiz recebe o nome de raiz axial ou pivotante.
Uma raiz tem diferentes regiões, veja na figura ao lado.
Na ponta da raiz há a coifa, que tem a forma de um capuz. A coifa protege as células que estão por baixo dela e que se dividem constantemente, originando novas células.
As novas células substituem as células da coifa que se desgastam e morrem à medida que a raiz penetra no solo. Elas contribuem para o crescimento da raiz, mas a maior parte do crescimento desse órgão ocorre pelo prolongamento das células chamada região lisa, ou de crescimento.
Há ainda a região pilífera, na qual crescem pelos finíssimos - os pelos absorventes. Eles aumentam a superfície de contato da raiz com o solo  e, consequentemente, a capacidade de absorção de água e sais minerais. Os pelos absorventes são projeções da epiderme, a camada de células que cobre a superfície da raiz.
A raiz apresenta a região de ramificação, de onde saem as raízes secundárias.

Leia mais em: Angiospermas: o cauleAngiospermas: as folhas.