Existem outros tipos de peixes, que têm esqueleto cartilaginoso. Esses peixes pertencem a classe dos condrictes.
O corpo dos peixes representa uma forma hidrodinâmica, que é uma das adaptações do animal à vida aquática.
Eles também têm as nadadeiras, que por sua vez, dão força de impulsão, o direcionamento e a estabilização do corpo no deslocamento.
Ao longo dos dois lados do corpo existe um importante órgão sensorial, a linha lateral, que externamente se assemelha uma série de pequenos poros, destacados pela cor, que vão desde a região das brânquias até a cauda. Essa linha detecta a direção e velocidade das correntes aquáticas, a pressão e até ondas sonoras que se propagam no meio desse líquido.
As brânquias absorvem o oxigênio desenvolvido na água. Elas têm muitas lâminas bem finas, ricas em capilares sanguíneos. As brânquias dos peixes ósseos são protegidas sob placas chamadas opérculos. Quando a água atravessa os espaços entre as lâminas branquiais, o oxigênio passa para o sangue. Ao sair, essa água leva o gás carbônico.
Nos peixes de esqueleto ósseo, que são maioria, há um órgão especial: a bexiga natatória. Esse órgão é uma espécie de bolsa que armazena ar, podendo variar em volume. Assim, ela permite ao peixe regular sua flutuabilidade em diferentes profundidades, de modo que eles não percam muita energia para se manter na mesma posição vertical.
Temperatura corporal
Um importante aspecto da fisiologia dos animais é a temperatura corporal interna, que deve se manter dentro de certos limites, possibilitando suas atividades vitais.
- Pecilotérmicos: A temperatura varia, acompanhando, mais ou menos, a temperatura do ambiente. Ou seja, quando está quente a temperatura sobe, quando esfria diminui.
- Hemeotérmicos: A temperatura se mantém, independendo da temperatura ambiente. (aves, mamíferos).
Reprodução
Os peixes são, na maioria, ovíparos com fecundação externa: os machos lançam o líquido seminal sobre a desova das fêmeas, no meio aquático. Depois, com um rápido desenvolvimento, passam a formas juvenis ou larvas. Há também peixes vivíparos, que possuem órgãos copuladores, fazendo então uma fecundação interna. Nesse caso entram os tubarões e pequenos Lebistes.
É comum os peixes, sejam machos ou fêmeas, se encarreguem de proteger seus ovos de predadores. O macho do cavalo-marinho abriga esses ovos numa bolsa ventral; os machos das tilápias guardam ovos na cavidade bucal; outros constroem ninhos entre vegetais e cascalho, no fundo dos rios.

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